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Nova tarifa incentiva economia de consumo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está propondo uma nova estrutura tarifária que trará importantes mudanças para as tarifas dos consumidores e pode também afetar as distribuidoras. Os residenciais serão incentivados a desligar aparelhos ou chuveiros elétricos entre 18 horas e 21 horas, já que nesses horários de pico o custo da energia será mais caro. Isso pode refletir diretamente nos investimentos em distribuição e na própria segurança do sistema.

Já para os consumidores industriais uma das mudanças sugeridas é a de que aqueles que consomem mais energia tenham também de pagar mais pelas perdas elétricas que acontecem ao longo da distribuição pelos fios da rede transmissão e dos postes de eletricidade. Hoje esse custo só é diferenciado entre a região onde a indústria está instalada, e não pela quantidade consumida.

A primeira parte da nova proposta de estrutura tarifária foi colocada em consulta pública pela agência. Outras duas ainda devem ser apresentadas a toda a sociedade. A ideia é fazer com que, até meados do ano que vem, todos os pontos já tenham sido discutidos para aplicar as novas regras já no processo de revisão tarifária da Coelce, em abril de 2011. A distribuidora do Ceará é a primeira da lista do terceiro ciclo de revisão tarifária da Aneel.

O técnico especialista em regulação da Aneel, Rodrigo Santana, explica que na primeira parte da proposta de nova estrutura tarifária vão se discutir as tarifas do uso do sistema de distribuição (Tusd) do fio B, que é a parte gerenciável pelas empresas de distribuição, e também se propõe uma forma de cálculo para o fator de perdas de potência.

Entre as mudanças na Tusd fio B está previsto, por exemplo, que o custo dos contratos comerciais entre distribuidoras e usuários (medição, faturamento, cobrança, etc) seja rateado de forma que recaia sobre o consumidor de baixa tensão, que hoje representa a maior parte das unidades consumidoras. Uma simulação feita pela própria Aneel mostra que as tarifas da Eletropaulo, por exemplo, teriam um impacto de 1,54% e as da 6, 2,16%.

Outro ponto importante é a definição da fórmula para o cálculo do fator de perdas de potência. É esta fórmula que vai permitir com que os consumidores industriais possam pagar as perdas proporcionalmente ao seu consumo.

Fonte: Valor Econômico

 
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